Qual o erro máximo permitido para balanças e como calcular?

erro máximo permitido para balanças
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Quando o assunto é confiabilidade, precisão e enquadramento nas exigências legais de instrumentos de medição, conhecer as normas de regulação é essencial para garantir a qualidade dos mesmos. Dessa forma, para determinar o erro máximo permitido para balanças foi criada a portaria 236/94, com o objetivo de regulamentar tais equipamentos.

Farmácias, laboratórios e indústrias precisam assegurar que os resultados fornecidos por esses dispositivos sejam críveis. Por esse motivo, é fundamental que as balanças sejam devidamente calibradas e estejam adequadas às normas vigentes. Afinal, a sua utilização se dá em larga escala.

Queremos te apresentar neste artigo como determinar o erro máximo permitido para balanças, além de apresentar as principais exigências do Inmetro para a adequação desses materiais. Confira agora mesmo!

Especificações para balanças

Antes de qualquer coisa, é preciso saber que a portaria 236/94 se refere aos instrumentos de pesagem não-automáticos que têm por finalidade a determinação da massa de objetos para fins de transações comerciais, emprego em análises clínicas, utilidade médica, aplicações de regulamentação e legislação etc.

Assim, fica definido que só poderão ser comercializadas as balanças que contenham as informações do fabricante ou o reconhecimento da marca, além do valor da carga máxima. Existindo dispositivos que estejam ligados às balanças e que não tenham sido examinados para atestar a conformidade com as regras, precisam ter a inscrição “Não Verificado”.

Outro ponto é a utilização de dispositivos que reproduzam o resultado da medição, mas que não influenciam no processo de pesagem. Nesse caso, tais equipamentos não estão submetidos a essa portaria, desde que os resultados obtidos estejam claros para as partes envolvidas. No entanto, é preciso ficar atento ao fato de que essa regra não se aplica quando o instrumento é usado em vendas diretas ao público.

Determinação do erro máximo permitido para balanças

Agora que vimos os principais aspectos das normas vigentes para instrumentos de pesagem, precisamos entender como calcular o erro máximo de acordo com a determinação da portaria do Inmetro.

Os erros máximos permitidos variam de acordo com a classe de exatidão das balanças estabelecidas pela portaria. Ao todo são quatro classes: I (Fina), II (Especial), III (Média) e IIII (Ordinária). Além dessas informações, é necessário conhecer a divisão de verificação “e” para a determinação do erro máximo. Esses dados devem estar contidos na placa de identificação. Observe a tabela 4 da Portaria 236/94:

Assim, caso uma balança tenha em suas especificações que realiza medições no intervalo de 0,01 g (menor divisão) à 5000 g (carga máxima), ou seja, de 0,01 g à 5000 g, com divisão de verificação e = 0,1 g e seja de classe II, os erros máximos permitidos serão de:

  • +/- 0,05 g no intervalo de 0 g < m ≤ 500 g
  • +/- 0,10 g no intervalo de 500 g < m ≤ 2000 g
  • +/- 0,15 g no intervalo de 2000 g < m ≤ 10000 g

Nota: A portaria 236/94 não utiliza o valor da incerteza de calibração para analisar o erro do instrumento como é praxe em metrologia. Isso pode gerar alguns questionamentos, mas talvez numa atualização da Portaria seja utilizada. De qualquer forma atualmente considera-se apenas o Erro de Indicação pois avalia-se que a Incerteza do Peso-padrão utilizado é significativamente menor do que o Erro da Balança.

A importância da calibração para balanças

Por meio do erro máximo permitido para balanças é possível verificar se a balança atende as normas da portaria 236/94. De forma que após a calibração, caso os erros não estejam dentro do estipulado, é preciso realizar os devidos ajustes para que o estabelecimento não fique sujeito às multas e outras penalizações.

Um instrumento devidamente calibrado, além de transmitir credibilidade em seus resultados, também é uma forma de proteger econômica e legalmente a empresa. Afinal, essa é a principal de garantia de transações justas e prevenção de sansões.

Encontrar o erro máximo permitido para balanças é fundamental para garantir que o equipamento forneça resultados precisos. Além de assegurar transparência e confiança nos processos envolvidos.

Essa é uma preciosa informação para gestores que a todo momento precisam certificar a qualidade de seus instrumentos. Então compartilhe este material nas redes sociais para que outros possam saber mais dos benefícios de atender esta portaria. Até mais!

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